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BRASSAVOLA
O nome deste gênero é uma homenagem ao italiano Antonio Musa Brassavola, professor de medicina em Ferrara. A primeira espécie do gênero foi a Brassavola culullata, remanejada por R. Brown em 1813 do gênero Epidendrum, onde Lindley classificou-a em 1763. São sinônimos deste gênero Lysimnia Rafineau 1836 e Tulexis Rafineau 1836.
O gênero, apesar de ter poucas espécies, foi recentemente revisado por C.L. Withner, em 1998. A classificação destas espécies é um verdadeiro pesadelo. Aparentemente é mais facil classificar todos os mil Pleurothallis que acertar estas espécies. Pesquisei uma quantidade enorme de fontes tentando encontrar a classificação correta, mas provou-se totalmente impossível, nenhuma concorda com a outra. Caso alguém tenha a solução agradecerei imensamente se me enviar.
Este gênero dispersa-se pela América Central e América do Sul. É formado por plantas epífitas ou rupícolas, simpodiais com pseudobulbos cilíndricos e que possuem apenas uma única folha em cuja base nascem as flores, geralmente alongadas. Suas cores variam entre tons pálidos de verde, creme e branco. Geralmente são perfumadas lembrando limão, durante o fim da tarde e início da noite. O gênero tem sido largamente utilizado na hibridação com Cattleya, Laelia, Sophronitis e Epidendrum, com efeitos extraordinários.
Durante o período de crescimento é necessário fornecer uma boa dose de luz, mais até do que para as Cattleyas. A luz é indispensável para uma boa floração. Durante o período de reposo a planta não necessita de tanta luz e deve retornar para áreas menos iluminadas. Quem não adotar este procedimento somente obterá vegetação com folhas de pouca consistência e pseudobulbos menores que o normal. Nescessitam de maior ventilação que as Cattleya. Isto contribui para manter a temperatura aceitável, já que estará recebendo mais luz, e também para secar o substrato mais rapidamente, pois não são orquídeas que gostam de umidade excessiva. Durante o período de crescimento necessitam também de regas frequentes, mas cuidando-se que o substrato não permaneça ensopado por tempo demais. Durante o período de repouso devem-se reduzir as regas ao ponto de apenas evitar que as folhas e pseudobulbos enruguem.
- Brassavola acaulis Lindl. & Paxton
Bletia acaulis (Lindl.) Rchb.f.
Bletia lineata (Hook.) Rchb.f.
Brassavola lineata Hook.
Brassavola mathieuana Klotzsch
Ocorre na América Central
- Brassavola cebolleta Rchb.f.
Bletia cebolleta Rchb.f.
Brassavola reginae Pabst
Brassavola retusa Lindl.
Brassavola revoluta sensu Withner
Ocorre no Brasil, Peru, Venezuela e Bolivia
- Brassavola chacoensis Kraenzl.
Brassavola cebolleta var. fasciculata (Pabst) H.G.Jones
Brassavola fasciculata Pabst
Brassavola ovaliformis C.Schweinf. sensu Withner
Brassavola ovaliformis var. fasciculata (Pabst) Jones sensu Withner
Ocorre na Bolivia, Paraguay e Peru
- Brassavola cordata Lindl.
Bletia cordata (Lindl.) Rchb.f.
Brassavola harrisii H.G.Jones
Brassavola nodosa Hook.
Brassavola nodosa var. cordata (Lindl.) N.H.Williams
Brassavola sloanei Griseb.
Brassavola subulifolia Lindl.
Lysimmia bicolor Rafin.
Ocorre na Jamaica
- Brassavola cucullata (L.) R.Br.
Bletia cucullata (L.) Rchb.f.
Brassavola appendiculata A.Rich. & Galeotti
Brassavola cucullata var. elegans Schltr.
Brassavola cuspidata Hook.
Brassavola elongata A.D.Hawkes nomen nudum
Brassavola odoratissima Regel
Cymbidium cucullatum (L.) Sw.
Epidendrum cucullatum L.
Ocorre na América Central e Estados Unidos
- Brassavola flagellaris Barb.Rodr.
Ocorre no Brasil
- Brassavola gardneri Cogn.
Brassavola fragans Barb.Rodr.
Ocorre no Brasil, Guyana e Suriname
- Brassavola martiana Lindl.
Bletia amazonica Rchb.f.
Bletia attenuata Rchb.f.
Brassavola amazonica Poepp. & Endl.
Brassavola angustata Lindl.
Bletia angustata (Lindl.) Rchb.f.
Brassavola duckeana Horta
Brassavola martiana var. multiflora (Schltr.) H.G.Jones
Brassavola multiflora Schltr.
Brassavola paraensis Huber
Brassavola surinamensis Focke
Ocorre na Bolivia, Brasil, Colombia, Guiana Francesa, Guyana, Suriname e Venezuela
- Brassavola nodosa (L.) Lindl.
Bletia nodosa (L.) Rchb.f.
Bletia venosa (Lindl.) Rchb.f.
Brassavola gillettei H.G.Jones
Brassavola grandiflora Lindl.
Brassavola nodosa var. grandiflora (Lindl.) H.G.Jones
Brassavola nodosa var. rhopalorrachis (Rchb.f.) Schltr.
Brassavola nodosa var. venosa (Lindl.) H.G.Jones
Brassavola rhopalorrachis Rchb.f.
Brassavola scaposa Schltr.
Brassavola sloanei Lindl. ex Heynh.
Brassavola stricta C.Kad.
Brassavola venosa Lindl.
Cymbidium nodosum Sw.
Epidendrum nodosum Linn.
Ocorre da América Central ao Brasil e Peru
- Brassavola tuberculata Hook.
Bletia perrinii (Lindl.) Rchb.f.
Brassavola fragrans Lem.
Brassavola gibbsiana Hort. ex Nichols
Brassavola perrinii Lindl.
Brassavola perrinii var. pluriflora Hauman
Brassavola revoluta Barb.Rodr.
Brassavola rhomboglossa Pabst
Tulexis bicolor Raf.
Ocorre na Argentina, Bolivia, Brasil e Paraguay
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